The Surrey, privacidade e requinte na cidade que nunca dorme

É procurada por pessoas de todo o mundo. Conhecida por ser a cidade que nunca pára, Nova Iorque esconde em pleno Upper East Side um refúgio à agitação. The Surrey é a pérola que combina o luxo da Fifth Avenue com o conforto das casas de férias dos Hamptons.

Esconde-se na East 76th Street, longe do frenesim do trânsito e do turismo, mas o edifício centenário de fachada aprimorada não passa despercebido a quem procura uma estadia calma em Nova Iorque – seja breve ou mais prolongada. A Madison Avenue fica a uma curta walking distance, como nos explicam os locais. Convida a longos passeios ao final de uma manhã fria de Inverno, a desembocar na Broadway. Os emblemáticos painéis de publicidade recriam cenas de filmes. Antes, as montras a perder de vista na Fifth Avenue, da Tiffany & Co. à Chanel, da Cartier à Louis Vuitton; e passagem obrigatória pelo The Metropolitan Museum of Art, ou Met na abreviatura dos nativos, a menos de 10 minutos do The Surrey. A norte, o Central Park, cenário do jogging matinal dos nova-iorquinos.

A estadia no The Surrey inspira o querer mergulhar nesta rotina da upper class da cidade. Ao mesmo tempo, apetece não deixar o conforto de um hotel preparado para acolher todos os hóspedes, dos que procuram apenas relaxar aos que pretendem absorver a cultura da cidade através da gastronomia, sem esquecer os visitantes que privilegiam a discrição. A todos, sem excepção, oferece-se uma experiência de qualidade única.

Miradouro privado para Nova Iorque

O jardim que ocupa o topo do edifício é um dos espaços mais agradáveis para os hóspedes. No 17.º andar, é quase um oásis em plena cidade – a comprová-lo está a linha do horizonte nova-iorquino, rasgada pelos mais emblemáticos marcos da cidade. Neste retiro onde reina a tranquilidade, os programas mais convidativos passam por um cocktail ao pôr-do-sol ou um jantar sob o céu da cidade.

Alternativa forte está no spa do hotel. Cada cliente tem acesso a um espaço particular, com sofás, armários e banheira privados para simular que está na sua própria casa. Os produtos têm as insígnias da linha parisiense Darphin e da australiana de origem aborígene Li’Tya. Nas cinco salas de tratamento, das quais duas são suites, a discrição é palavra de ordem e o hóspede pode entrar e sair sem ser visto.

Este é também o conceito que assiste à luxuosa penthouse do hotel a partir da qual é possível aceder directamente ao jardim no topo do edifício, que conserva a natureza residencial das primeiras décadas do The Surrey. As salas de estar e de jantar espaçosas e convidativas, a lareira inteiramente em mármore, a cozinha totalmente equipada e o terraço privado a toda a volta fascinam qualquer hóspede e são ideais para bem receber convidados. No quarto, uma zona de descanso junta-se ao guarda-roupa e às casas de banho (uma principal e uma menor). Acresce ainda uma biblioteca própria, o toque de excelência no ambiente familiar da suite.

Os restantes quartos e suites partilham o ideal de refúgio citadino. Como expoente, oferecem elementos fundamentais para a abstracção da cidade que nunca dorme: a melhor qualidade de sono com colchões da marca Duxiana e roupa de cama Sferra feita propositadamente para o hotel.

Uma cidade dentro de um hotel

A cargo da prestigiada designer de interiores Lauren Rottet, reconhecida, por exemplo, pelos seus trabalhos nos escritórios da Disney e da General Electric, a decoração do The Surrey rende-se à sofisticação nova-iorquina. Depois de um investimento de 60 milhões de dólares, o hotel reabriu em 2009, com a preocupação de manter a história e os traços do The Surrey original, construído em 1926. A inspiração partiu das casas citadinas, passadas de geração em geração, que concentram uma vida de memórias. São essas memórias, gravadas sob a forma de fotografias, que emprestam os seus tons pretos, brancos, creme e sépia à palete que dá vida ao hotel.

Foi este traço familiar que cativou alguns hóspedes a estender a sua estadia no hotel e, situado numa das zonas mais exclusivas de Manhattan, agrada a distância criada em relação ao exterior. O intimismo e a reserva, que o The Surrey prova serem passíveis de encontrar nesta cidade incessante, justificam que algumas celebridades o tenham escolhido como sua morada. John F. Kennedy e Bette Davis quiseram refugiar-se aqui do olhar do público.

Hoje mais completo, o hotel oferece condições especiais aos hóspedes que escolhem uma estadia prolongada, colocando à sua disposição suites distinguidas pela “Leaders Magazine” como sendo as melhores do mercado. Receberam ainda o prémio Gold Key para o Melhor Design. O serviço do The Surrey torna-se ainda mais personalizado para estes clientes. No caso dos hóspedes executivos, é disponibilizado um programa de facilidades no acto da reserva e na entrada e saída do hotel, por exemplo.

The Surrey compete em força com Nova Iorque. Não fosse esta uma das cidades mais entusiasmantes do roteiro global, os hóspedes arriscar-se-iam a não querer deixar de todo o conforto do hotel. É que aqui, e para além do spa e do miradouro sobre a cidade, o centro de fitness ameaça preencher o horário dos hóspedes. Com acesso total durante 24 horas por dia, este espaço, no segundo piso, está equipado com máquinas de topo Life Fitness, equipamento para exercícios cardiovasculares com ecrãs de vídeo individuais e outros aparelhos que ajudam a personalizar a actividade física como a tornam mais privada. Com o mesmo propósito, os personal trainers acompanham individualmente o hóspede e é possível agendar sessões individuais de yoga e Pilates.

E se o hóspede ainda tiver dúvidas de que pode encontrar aqui tudo do que precisa para o seu dia-a-dia habitual, o The Surrey apresentar-lhe-á o Posh Pets. Este serviço dá férias ao dono, pelo que é ideal para quem viaja com os amigos de quatro patas, já que inclui uma apetitosa cozinha específica para cães, uma cama personalizada, responsáveis pelos passeios, e todas as atenções e mimos.

Se há um aspecto em que a cidade ganha é no campo da arte. Às portas do  Metropolitan Museum of Art, o The Surrey apresenta uma respeitável colecção de arte, com 31 peças originais distribuídas pelos espaços comuns e privados dos vários andares do hotel, os quais não podiam deixar de privilegiar a arte moderna.

A América à mesa

A pièce de resistance vem de França, na pessoa do chef Daniel Boulud. É ele quem conduz o célebre Café Boulud onde coloca os melhores ingredientes americanos ao serviço da cozinha francesa. Os quatro menus reflectem quatro facetas da inspiração do chef – o tradicional vai beber à essência da cozinha francesa; o de época apresenta as iguarias do momento; um “jardim verde” traz pratos baseados em vegetais; e o menu “viagem” põe à mesa sabores do mundo.

Esta fórmula valeu-lhe o reconhecimento internacional e o restaurante do Surrey foi agraciado com uma estrela Michelin, bem como uma crítica lisonjeira de três estrelas pelo New York Times.

A passagem pelo Bar Pleiades é incontornável. Recente aquisição do grupo Boulud, este é o espaço ideal para um drink – a qualquer hora do dia. O ambiente agradável é caracterizado pelas linhas simples dos pretos e brancos, um toque francês num bar dos anos 1930 ao estilo da Art Deco.

Como é apanágio do The Surrey, a oferta é sempre a melhor que existe. Para isso, foi buscar a reconhecida bartender Maura McGuigan cujo estilo na preparação de cocktails vai ao encontro da linha Boulud.

Por Filipa Moreno

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