Pratos locais autênticos para experimentar pelo mundo

Pratos locais autênticos para experimentar pelo mundo

Saboreie o mundo com estas oito especialidades locais que tem de experimentar quando viajar.

Não há melhor forma de conhecer um lugar do que provando alguma da comida local. Cada país, cada região e até cada cidade tem o seu prato especial — cada um com a sua história, tradições e cultura.

Embora haja milhares de pratos pelo mundo fora e possas não conseguir provar todos numa vida, alguns valem a pena a viagem. Aqui, damos uma vista de olhos a oito pratos únicos de oito regiões do mundo. Por isso, satisfaz o teu apetite e não te vás embora destes lugares sem provares as especialidades nacionais.

Valência, Espanha: Paella

Quando pensas em comida espanhola, é provável que a paella te venha à mente. Pode parecer um prato simples à primeira vista, mas a paella é, na verdade, uma obra de arte culinária. Embora haja variedades regionais em toda a Espanha, a paella é tradicionalmente feita fervendo arroz longo em lume brando com caldo, açafrão, ervas e uma variedade de vegetais, marisco e carnes misturadas a gosto.

Com origem em Valência, a «paella valenciana» é a receita original, e uma versão bem típica é feita com frango e coelho (ou porco, para quem não apreciar coelho). A «paella de marisco» é um arroz intenso que costuma incluir moluscos, camarão, amêijoas e calamares, entre outros ingredientes. Se quiseres experimentar algo diferente, a «paella negra» é feita com tinta de lula, o que lhe dá o sabor distinto e a cor negra que a tornam única.

Vietname: Phở

Pronunciado «fâ», pho é uma sopa vietnamita feita de um caldo translúcido à base de carne de vaca ou de frango, carne cortada em fatias finas, noodles de arroz e legumes. Guarnições típicas como cebolas, rebentos de feijão, malaguetas, manjericão e lima dão-lhe uma camada extra de sabor. Possibelmente originário da cidade de Hanói, o pho é comido ao pequeno-almoço por tradição. No entanto, muitos lugares estão agora a estender as horas que o têm disponível. Por ser considerada uma refeição rápida em vez de longa e tomada à mesa, o pho é normalmente vendido na fachada da loja, onde é comum ver uma fila de pessoas pacientemente à espera da sua taça fumegante de noodles.

O pho tornou-se uma das comidas mais populares internacionalmente, especialmente em países como França, Estados Unidos e Canadá. Depois da Guerra do Vietname, refugiados vietnamitas trouxeram o pho para muitas culturas diferentes, e hoje pode ser desfrutado em restaurantes por todo o mundo.

Mas não há lugar melhor para apreciar esta famosa sopa tão especial como o seu local de origem. No histórico bairro francês de Hanói, o Pho Thin é um lugar despretensioso, gerido em família e serve pho há anos. O que torna o seu pho tão especial? A carne é salteada com gengibre, alho e cebola antes de ser adicionada ao caldo, o que não é típico em restaurantes de pho.

Quebeque, Canadá: Poutine

O prato nacional do Canadá, a poutine, é uma das receitas mais aconchegantes que há. Esta refeição altamente calórica é feita com batatas fritas, queijo e molho de carne. Celebrado como um símbolo do orgulho cultural quebequense, a poutine é tão apreciada pelos locais que até existem celebrações anuais de poutine em cidades por todo o país, incluindo a Cidade do Quebeque, Montreal, Toronto e Otava.

Para manter a textura crocante das batatas fritas, o molho quente é vertido sobre elas imediatamente antes de servir e o queijo está geralmente à temperatura ambiente para que comece a derreter mal o molho seja vertido. Pode parecer um ataque de coração num prato, mas esta refeição substancial consegue satisfazer qualquer prazer culpado, curar ressacas e encher o estômago sem levar à bancarrota: a dose custa entre 4 e 6 euros.

Reino Unido: Fish & Chips

A refeição mais icónica na cultura britânica é nada mais, nada menos do que fish & chips (peixe com batatas). Este popular prato para levar (ou para saborear sentado num restaurante) consiste em pedaços de peixe envolvidos em polme frito e batatas fritas fumegantes. O peixe é tradicionalmente bacalhau, eglefim ou outro peixe branco, e também pode ser servido com um acompanhamento de puré de ervilhas.

Surgiu na década de 1860 e tornou-se parte da dieta de base entre a classe operária em Inglaterra. Na altura, o peixe com batatas era servido embrulhado em jornais velhos mas, felizmente, hoje em dia, a maioria dos sítios usa papel e cartão.

Colômbia: Arepas

Sendo uma das comidas de rua mais populares na América do Sul, as arepas são uma refeição típica na Colômbia. Semelhantes à «gordita» mexicana ou à «pupusa» salvadorenha, as arepas são essencialmente um pão achatado redondo feito com farinha de milho, água e sal. São servidas grelhadas ou fritas e normalmente cortadas no centro para abrir um bolso, onde é colocada uma variedade de recheios deliciosos como carne, queijo e abacate. Não existem regras no que toca ao recheio de uma arepa e há um sem-fim de opções, mas uma das versões mais simples e saborosas é a das «arepas de queso», ou arepas recheadas com queijo.

Estas delícias podem ser encontrados em quase qualquer mercado ou rua na Colômbia.

Médio Oriente: Húmus

 

Querendo dizer «grão-de-bico» em árabe, o húmus é um molho delicioso com origem no Médio Oriente que hoje é apreciado em muitas culturas diferentes. Uma mistura de grão-de-bico, pasta de sésamo (tahini), sumo de limão e um pouco de alho fresco, pode ser servido com pão ázimo juntamente com falafel, frango, beringela ou outros pratos principais. Embora o húmus seja muito comum e se encontre em quase qualquer supermercado no mundo ocidental, nem todos os húmus são iguais.

Por exemplo, o húmus «mashaba» é feito com sementes de grão-de-bico inteiras, portanto tem uma textura mais espessa e é menos uma pasta do que aqueles que tipicamente se encontram nas lojas. Outro tipo de húmus, «mashawsha», é muito semelhante, mas os grãos-de-bico são partidos antes de serem cozinhados e adiciona-se uma dose de grão-de-bico quente ao húmus antes de servir, o que o torna mais espesso.

Campânia, Itália: Pizza Napolitana

Fazer pizza é uma espécie de arte em Itália, especialmente no que toca à pizza napolitana, uma Especialidade Tradicional Garantida (ETG) na Europa e até considerada património cultural imaterial pela UNESCO. Ao contrário da pizza ao estilo romano, que tem uma base mais fina e estaladiça, a pizza napolitana tem uma base suave e alta, e todo um conjunto de regras específicas para a cozinhar. Para ser considerada napolitana, a pizza deve ser feita com tomates San Marzano e mozzarella di bufala campana, além de ser cozinhada num forno a lenha.

Mas o esforço extra vale a pena — a mozarella salgada derrete em cima do tomate perfeitamente ácido e doce, e a pizza tem um aroma intenso a pão acabado de cozer.

E não há melhor lugar para a provar do que na capital da Campânia: Nápoles.

Por Samantha Fanelli

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