Parque e Palácio da Pena lugar mágico

Para os celtas era Cintia, Deusa da Lua, para os árabes era Xentra, Local Sagrado, e para os romanos era Mons Lunae, o Monte da Lua. Para nós é simplesmente Sintra, local maravilhoso que alberga o Parque e Palácio da Pena.

Os antigos, sabedores das coisas da natureza e dados a misticismos, acreditavam que a partir da vila de Sintra havia como que uma ligação directa às divindades que idolatravam, acreditando que quanto mais alto estivessem mais perto estavam dos deuses, de deus. Os vestígios encontrados que refletem esta crença têm sido muitos, estando espalhados por variadíssimos espaços, como o Castelo dos Mouros e o Parque da Pena. Foi precisamente este último que fomos descobrir e pelo qual ficámos irremediavelmente fascinados.

Palácio de sonho

Durante o ano de 2013 os parques e monumentos públicos sob gestão da Parques de Sintra registaram cerca de 1.708.000 visitas. Destes, o Parque e Palácio da Pena teve o maior número de entradas (787.000 visitas), o que o torna no local mais visitado do país, entre todos os palácios, museus e monumentos. O que não é de estranhar dada a beleza do espaço e toda a história a ele agregada.

Implantados na serra de Sintra, o Parque e o Palácio da Pena nasceram do génio criativo de D. Fernando II. Ambos representam o expoente máximo do Romantismo do século XIX em Portugal, encontrando-se neles inúmeras referências arquitetónicas de influência manuelina e mourisca. Edificado para ser visto desde qualquer ponto do parque, floresta e jardins com mais de quinhentas espécies arbóreas oriundas dos quatro cantos do mundo, o Palácio da Pena ergue-se sobre uma rocha escarpada, segundo ponto mais alto da Serra de Sintra. Constituído por duas alas – o antigo convento manuelino da Ordem de São Jerónimo e a ala edificada no século XIX por D. Fernando II – vamos encontrá-lo na zona oriental do Parque da Pena. As alas estão rodeadas por uma terceira estrutura arquitectónica, em que se fantasia um imaginário castelo de caminhos de ronda com merlões e ameias, torres de vigia, um túnel de acesso e até uma ponte levadiça.

Um pouco de história

Corria o ano de 1838 quando o rei D. Fernando II decide adquirir o antigo convento de monges Jerónimos de Nossa Senhora da Pena, erguido no topo da Serra de Sintra em 1511 pelo rei D. Manuel I e que se encontrava devoluto desde 1834. O convento compunha-se do claustro e dependências, da capela, sacristia e torre sineira, que constituem hoje o núcleo norte do Palácio da Pena, ou Palácio Velho.

  1. Fernando começou por efectuar reparações no antigo convento, que, segundo fontes da época, se encontrava em mau estado. Tendo remodelado o piso superior, substituiu as 14 celas por salas de maiores dimensões, cobrindo-as com as abóbadas actuais. Em 1843, o rei manda ampliar o Palácio através de uma nova ala, o Palácio Novo, com salas maiores, como o Salão Nobre, rematando-a com um torreão circular junto às novas cozinhas. Aquando do restauro de 1994 repuseram-se as cores originais no exterior do Palácio: rosa-velho para o antigo mosteiro, ocre para o Palácio Novo, o que surpreendeu muitos mas que deu ao espaço a sua cor e beleza original.

Ao transformar um antigo mosteiro numa residência acastelada, tendo as obras terminado na década de 1860, D. Fernando demonstrou ter uma forte influência do romantismo alemão. O monarca ordenou igualmente a plantação nas áreas circundantes do Palácio de jardins românticos, com caminhos serpenteantes, pavilhões e bancos de pedra pelos percursos, bem como árvores e outras plantas provenientes de todo o mundo.

Impossível não fazer referência ao Chalet da Condessa, também conhecido por Casa do Regalo. Localizado no extremo ocidental do Parque da Pena, o chalet mandado construir por D. Fernando II e pela sua futura segunda mulher, Elise Hensler, Condessa d’Edla, como local de veraneio reservado. De inspiração alpina esta é uma construção de dois pisos.

Classificado Monumento Nacional em 1910 e integrado na Paisagem Cultural de Sintra, Património Mundial da Humanidade da UNESCO desde 1995, o Palácio da Pena passou a integrar a Rede de Residências Reais Europeias em 2013.

www.parquesdesintra.pt

Programa Famílias: inclui atividades especialmente pensadas para bebés, crianças e jovens, dos 3 meses aos 18 anos de idade, em que os adultos são convidados a serem os grandes cúmplices dos mais novos. Na companhia de monitores especializados e em contato direto com o património, o objetivo é aliar conhecimento e diversão em propostas que permitem descobrir os Parques, Palácios e Monumentos de Sintra aos fins-de-semana, dias feriados, datas ou épocas especiais do ano.

Visitas guiadas: os visitantes podem optar por visitas guiadas agendadas previamente (no horário da sua conveniência) ou por participar nas visitas guiadas com horários fixos que decorrem nos Palácios Nacionais. É também possível agendar uma visita privada, inclusive fora do horário de abertura, ou participar em visitas temáticas com foco em temas específicos de cada local.

Passeios a cavalo: iniciativa integrada na abertura ao público da Abegoaria da Quinta da Pena, a partir da qual os visitantes poderão partir para passeios a cavalo pelo Parque; desfrutar de passeios a pé por entre os jardins e hortas bem como dos locais de piquenique e, ainda, visitar a Abegoaria, que inclui as cavalariças e espaços de tratamento de cavalos. A estas opções adiciona-se, naturalmente, a visita ao Jardim e Chalet da Condessa d’Edla, também situado na zona ocidental do Parque da Pena.

Por Sandra M. Pinto

Fotos Luís Pissarro

 

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