Otahuna Lodge romântica Nova Zelândia

Evocação de um certo romantismo de novecentos, Otahuna Lodge transporta os visitantes para um universo onde o glamour de antigamente se conjuga com a modernidade mais actual.

É na região de Canterbury, numa paisagem digna de um dos filmes da saga “Senhor dos Anéis”, filmada na Nova Zelândia, que vamos encontrar o Otahuna Lodge. Pequeno monte entre os montes, o significado de Otahuna em maori, o hotel evoca o romantismo colonial britânico devido, sobretudo, à sua arquitectura e tamanho.

Membro da organização Relais & Châteaux o hotel tem vindo a ganhar ainda maior fama por ao serviço exclusivo aliar um ambiente histórico, carregado de uma aura romântica. Distando cerca de 25 minutos de transfere do Aeroporto Internacional Christchurch, vamos descobrir a unidade no fim de uma estrada longa e cheia de curvas, ladeada por imponentes carvalhos, eucaliptos e acácias. Catalogado como imóvel de interesse nacional, Otahuna Lodge viu os seus 30 hectares de jardim serem classificados como de importância nacional pelo New Zealand Gardens Trust.

São apenas sete as suites que este retiro de paz possui facto que o transforma num destino não só muito desejado como verdadeiramente exclusivo. Na península de Banks, entre os Alpes do sul e as planícies de Canterbury, o hotel está instalado numa construção datada de 1895, a qual serviu de residência principal do político Heaton Rhodes durante várias décadas. Convertido em lodge em 2003, foi adquirido passados três anos dois investidores norte-americanos, Hall Cannon e Miles Refo que o submeteram a um processo de modernização. Os actuais proprietários deixaram a cidade de Nova Iorque em busca de estilo de vida mais tranquilo e gratificante. Foi imediato o amor que sentiram pela Nova Zelândia e pelo Otahuna Lodge, pelo que a decisão de ficarem com ele foi rápida e sem retorno. Tendo a noção de que tinham entre mãos uma joia da arquitectura do país, os novos proprietários tomaram como primeira decisão submeter o imóvel a um profundo processo de renovação tendo contado com a ajuda do designer de interiores Stephen Cashmore, conhecido no país pelo seu trabalho de recuperação de propriedades históricas. Apesar de ao longo dos anos grande parte do mobiliário original ter desaparecido, o espírito histórico da casa foi preservado através da aquisição de mobiliário que se integrasse no ambiente e na decoração dos espaços de forte inspiração colonial britânica.

Arte e cultura

Mas nem só de história vive o hotel, pois por ali arte e cultura são aspectos bastante valorizados. Vestidas com importantes obras de arte, as paredes do hotel mais se assemelham a um museu, sendo que nelas podem os hóspedes apreciar devidamente 35 obras de nomes como Peter Beadle, Craig Primrose, Zhu, Peter Hackett, e Simon Edwards. Esta que é considerada um das mais importantes coleções privadas do país mostra de uma forma excepcional as influências entre paisagens e cultura, acentuando a riqueza dos povos nativos desta região. Uma referência aos painéis de madeira da autoria de Kauri e Rimu os quais acentuam ainda mais a originalidade deste espaço. O lobby, idealizado para combinar um ambiente mais clássico com uma sofisticação de alguma forma opulenta, tem as paredes pintadas de um verde azeitona suave, que combina elegantemente com o mobiliário e as cadeiras de xadrez. É desta área que sai uma escada esculpida à mão que leva os hóspedes até á tranquilidade das suites. Ao lado do lobby uma sala de estar onde a lareira capta todas as atenções.

Subidas as escadas, e tal como já referimos algures no início deste texto, vamos encontrar sete suites, cada uma dona de uma personalidade muito própria. Apelidada de Rhodes, em homenagem ao ilustre habitante que desta divisão fez o seu quarto privado, a mais importante suite do hotel acolhe com um requinte impar. Cada uma das outras complementa de uma forma exclusiva a oferta do lodge, entre varandas e pátios privados todas se desvendam perfeitas para uns dias e noite de puro descanso.

Em cada recanto, em cada divisão a Nova Zelândia é homenageada e a herança britânica preservada. De referir que nenhum dos quartos tem televisão, sendo estas disponibilizadas mediante pedido do hóspede.

Mas, para que os hóspedes que assim o entenderem possam manter contacto com o mundo exterior todo o hotel possui internet. Dos outros espaços comuns, de referenciar a biblioteca com mais de mil livros, o ballroom, que num ambiente sofisticado pode acolher para jantar até 64 visitantes. Na decoração destaque para o papel de parede em relevo, verde e dourado, original de 1895 e para o aparador de madeira nobre.

Gastronomia de excelência    

No Otahuna Lodge todas as noites são noites de jantares especiais. Da responsabilidade do premiado chef executivo Jimmy McIntyre, a gastronomia do restaurante do hotel baseia-se na utilização de produtos orgânicos, muitos deles plantados em terrenos que circundam a unidade, onde se encontra um pomar e uma horta. A acompanhar os cinco pratos servidos todas as noites pelo chef, vinhos e queijos da Nova Zelândia. Tudo muito perto da perfeição!

Os que desejarem conhecer os segredos da gastronomia do chef podem frequentar as aulas de culinária por ele regularmente ministradas.

Quando o tempo assim o permite, os hóspedes podem aproveitar a piscina exterior e a hidromassagem. O hotel possui ainda uma zona para a realização de churrascos e um court de ténis. A antiga lavandaria é agora um centro de ginástica e sala de massagens e o salão de jogos uma recheada adega.

Fora da propriedade os visitantes podem optar por realizar inúmeras actividades, como pescar ou realizar passeios pelas vinhas. Basta solicitar as devidas informações na recepção do hotel.

Por Sandra M. Pinto

 

 

 

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