Nova Iorque a capital do mundo

Nova Iorque a capital do mundo

Não há cidade como esta. Nova Iorque é única. Cidade que respira modernidade e vanguardismo, está sempre um passo à frente do tempo. É nela que primeiro surgem as grandes tendências, sejam elas da moda, da arte ou da arquitectura. Mas também o universo da gastronomia e da música têm ali uma palavra a dizer.

Crescemos com ela. Seja nos filmes, nos anúncios publicitários, nos videoclips das bandas. Identificamos as suas imagens nos telejornais e nos programas de política internacional e finanças e ficamos perdidos de vontade de a conhecer quando por algum acaso nos chegam às mãos uma brochura ou livros com descrições sobre ela. Sim, falamos de Nova Iorque, a cidade que além de nunca dormir, faz o favor de povoar os sonhos do mais comum dos mortais.

Conhecida pelo nickname de “Big Apple”, Nova Iorque apresenta-se como a capital do mundo. Dividida em cinco bairros diferentes, é uma cidade que congrega as mais distintas culturas oriundas dos mais díspares cantos do mundo facto que a transforma numa autêntica torre de Babel. Mais do que apenas uma cidade, Nova Iorque é um estado de alma e uma maneira de estar na vida, pois é a única metrópole que tem o condão de transformar os seus habitantes em perpétuos estrangeiros, sempre surpreendidos pela inesgotável variedade de gentes, cores e atracções. Nova Iorque é hiperactiva, global, sempre nova e surpreendente. É das cidades com maior oferta cultural, desde espectáculos a museus e onde se passa sempre qualquer coisa.

A verdade é que nunca como hoje Nova Iorque surge como uma cidade estimulante e irresistivelmente apelativa. Sem se sentir de modo algum atingida pela nova era de austeridade, a sua energia e a sua criatividade foram redireccionadas para outros objectivos. Hoje, na cidade que um dia foi ícone de tudo o que era excesso, a primazia é dada à qualidade. As inaugurações e aberturas de novos espaços são uma constante, quase diariamente as novidades chegam aos nova-iorquinos como que a dar-lhes novo alento e a relembrá-los que este é o hot spot do momento. Lojas, restaurantes, bares e novos edifícios juntam-se aos mais divulgados ex-líbris que deliciam todos os turistas.

Uma volta turística

Por muito que tentemos inovar, querendo visitar sítios diferentes e na moda, a realidade é que é impossível não fazer um roteiro mais turístico com passagem pelos ex-libris da cidade. Com 45 metros de altura, símbolo de Nova Iorque e dos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade foi oferecida pelo governo francês à cidade. Concebida pelo escultor Frédéric-August Bartholdi, foi inaugurada em 1886, com o intuito de dar as boas-vindas aos imigrantes que naquela altura chegavam de barco aos Estados Unidos em busca de uma vida melhor. Apanhe o barco em Battery Park, entre as 09h00 e as 16h00, e faça a viagem até Staten Island, desde o qual se obtém uma magnífica vista sobre o monumento.

De “Um Amor Inevitável” a “Sexo e a Cidade” e passando por “Hannah e as Suas Irmãs”, muitos foram os filmes que ao longo dos anos imortalizaram um dos mais famosos espaços de Nova-Iorque. Na verdade, Central Park é de todos o parque mais querido dos nova-iorquinos, onde pulsa o coração da cidade. Desde 1873, data da sua inauguração, que o “pulmão verde” da cidade a divide em East e West, de um lado a Quinta Avenida, do outro Central Park West. Durante os fins-de-semana é um dos pontos de encontro dos habitantes da cidade que ali se dirigem para um sem-número de actividades, como andar de patins ou de bicicleta, jogar ténis, futebol ou basquetebol, correr ou simplesmente passear num cenário maravilhosos de árvores centenárias e lagos. A não perder a visita ao jardim zoológico, aquele que serviu de inspiração ao filme “Madagáscar”.

E por falar em animais, aconselhamos uma visita ao Museu de História Natural, onde vai poder encontrar uma das maiores colecções de zoologia, botânica e mineral de todo o mundo, com exemplares de cerca de 35 milhões de espécies. Cada uma das exposições mostra e explica detalhadamente a evolução da vida terrestre, ao passo que no contiguo planetário Hayden pode ficar a conhecer todos os segredos que se escondem no céu.

De “regresso a terra” outros três spots marcam qualquer visita a Nova Iorque: a Catedral de St. Patrick, o Rockfeller Center e o Museu Guggenheim.

Localizada na Quinta Avenida, a Catedral de St. Patrick é a maior igreja dos Estados Unidos. Construída entre 1850 e 1879, foi buscar o estilo gótico à catedral de Colónia, na Alemanha. Se do exterior as torres de 101 metros de altura e os vitrais impressionam, lá dentro somos “esmagados” pelo enorme órgão, pela escultura “Pietà” e pela Lady Chapel. Com capacidade para 2500 pessoas, está entre as 11 maiores catedrais do mundo. De espírito bem mais mundano, o Rockfeller Center (complexo composto por 21 edifícios) é, ainda hoje, símbolo do poder e da riqueza da cidade. Na zona frontal fica a Lower Plaza, onde se encontra um monumento a Prometeu, que no Inverno acolhe pistas de patinagem no gelo e no Verão uma simpática esplanada. Se visitar a cidade no Natal vai certamente admirar a árvore que todos os anos assinala a época. Dois outros espaços merecedores de uma visita são estúdios da NBC e o Radio Music Hall.

De todos os museus da cidade, o Guggenheim é provavelmente aquele que mais a atenção chama, muito devido ao espaço onde se encontra instalado, um maravilhoso edifício concebido por Frank Loyd Wright. Percorrer a sua rampa em espiral que dá acesso às salas das exposições é aceder a um universo onde se respira arte.

Claro que não pode nunca ficar de fora uma vista ao Metropolitan, jóia dos museus nova-iorquinos e um dos maiores e mais variados do mundo, com aproximadamente 250 salas, dois mil milhões de obras de arte e 35 mil peças do período Neolítico, e à zona do Soho conhecida pela arquitectura de ferro fundido de grande parte dos seus edifícios, cujo exemplo mais antigo é o Haughwoit Building datado de 1856, possuidor do primeiro elevador de Nova Iorque que ainda funciona.

Nova Iorque todo o ano

Nova Iorque é um excelente destino em qualquer época do ano, até porque não tem a considerada época alta ou época baixa. Por vezes no Inverno, entre Janeiro e meados de Março, alguns hotéis oferecem pacotes excepcionais, sendo que em Fevereiro o Inverno atinge o seu auge, com muito frio e neve. A melhor altura do ano com temperaturas mais agradáveis é Setembro e Outubro, e de Maio a Junho, com o único inconveniente de esta ser a época mais turística, em que os preços dos hotéis sobem em flecha. No que aos restaurantes diz respeito optámos por, no topo do Museum of Arts and Design, em Columbus Circle, visitar o restaurante Robert que serve uma cozinha norte-americana com influências mediterrânicas (www.robertatmad.com). Num ambiente mais trendy, o Panda Café+Bar+Gallery proporciona momentos tranquilos (http://thepandanyc.com), enquanto The Meatball Shop serve os melhores pratos de carne da cidade (www.meatballshop.com). Para um pequeno-almoço digno de nota nada como experimentar as maravilhas do Saltie’s Café (http://saltieny.com), já ao fim do dia nada como descer à cave do hotel The Marcel at Gramercy e deixar-se embalar pelo ambiente cosy e tentador do bar Polar (www.themarcelatgramercy.com)

Nesta como noutras cidades, o metro é o serviço mais rápido, sendo que une entre si Manhattan, Queens, Brooklyn e Bronx. Já o serviço de táxis, quando utilizado fora das horas de ponta, é rápido.

Por Sandra M. Pinto