Morre lentamente quem não viaja

Morre lentamente quem não viaja

Sandra Pinto 

Directora de redacção da Viagens & Resorts

O sector do turismo tem vindo a tornar-se decisivo para o crescimento do PIB, do emprego e das exportações. Isso mesmo revelam os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas e pelo Banco de Portugal, os quais confirmam a importância do sector do Turismo no crescimento económico do país. De facto, no primeiro trimestre do ano, o PIB registou um crescimento homólogo de 2,8 por cento, o mais elevado dos últimos dois anos. Estes números reflectem a aceleração mais acentuada das Exportações face às Importações de Bens e Serviços, onde o sector do Turismo é decisivo, tendo o saldo da balança turística registado um crescimento homólogo de 16,3 por cento. Mas será que “são tudo rosas” no que diz respeito ao sector? Há quem afirme que há turistas a mais, outros defendem que a qualidade do turismo desceu e que o crescimento é de um turismo “low cost”. De facto há ainda um caminho a percorrer, pelo que o ponto de partida terá de ser saber para onde queremos ir e onde queremos chegar. É preciso definir o posicionamento de Portugal no que ao Turismo diz respeito. Vejamos o Relatório 2016 ICCA – International Congress and Convention Association no qual Portugal sobe duas posições e entra no top 10 mundial na organização de congressos e incentivos. Será este o caminho ou será este um dos caminhos a trilhar? Os próximos tempos o dirão, até lá aproveite e parta à descoberta de espaços e destinos singulares, cá e lá fora, pois, como diz o poeta “morre lentamente quem não viaja”.

Editorial publicado na edição de Agosto, Setembro e Outubro de 2017 da revista Viagens & Resorts.

sandra.pinto@viagenseresorts.pt