Maurícia destino cada vez mais exclusivo

É um destino cada vez mais exclusivo, já que em matéria de oferta hoteleira por ali imperam os resorts de luxo. Mais de uma centena, todos junto à linha de água, tirando partido da beleza natural da ilha localizada em pleno oceano Índico. Falamos da Maurícia, pedaço de céu na terra.

 

Tímida nas medidas, a Maurícia descobre-se facilmente ao ritmo de um passeio. Port Louis, a capital, revela-se menos exuberante do que outros locais: mantém ainda os traços coloniais que, numa combinação nem sempre feliz, mistura com arranha-céus modernos; possui uma circulação automóvel caótica; a poluição que a atinge contrasta com o que se há-de descobrir pela ilha. Já a costa sul continua a ser a menos explorada e uma das mais bonitas da Maurícia, com as suas vilas piscatórias e praias desertas protegidas pelas barreiras de coral que atraem peixes de mil cores. As mesmas praias onde ao cair da noite tem lugar um espectáculo impressionante, quando, sobre a areia, diante da fogueira, as nativas se entregam à séga – dança de origem africana originária da comunidade de escravos do século XVIII –, bamboleando as ancas ao ritmo dos tambores. Imagens e sons que hão-de permanecer para sempre registados no álbum de recordações desta viagem. Mas muito mais há para descobrir na Maurícia, seja em viagem organizada ou por conta própria.

Para além do sol

Neste refúgio não faltam actividades, além do tradicional estender a toalha e ficar ao sol. Os adeptos das compras e dos souvenirs podem começar pelo mercado de Port Louis, local ideal para, entre as cores fortes dos saris e o cheiro não menos intenso das especiarias e do chá, gastar algumas rupias. Ainda na capital, no Museu Blue Penny pode-se conhecer a história da ilha, testemunhada em documentos da época da colonização, onde não faltam mapas portugueses já que os descobridores lusos foram pioneiros na chegada à ilha.

Seguindo viagem, os apreciadores de plantas e flores têm como ponto de interesse o Jardim Botânico de Sir Seewoosagur Ramgolan (o histórico primeiro-ministro). Situado em Pamplemousses, no Norte da ilha, este espaço acolhe mais de 500 espécies de plantas, tendo sido concebido por Pierre Poivre, um botânico da corte francesa, que ali plantou todas as espécies que vinha coleccionando das suas viagens pelo Extremo Oriente. Já o botânico Jean-Nicola Céré introduz algumas centenas de plantas raras, facto que fez com que, no final do século XVIII, o jardim tivesse sido considerado como o mais belo do mundo. Além de estar aberto ao público todos os dias, a entrada é gratuita. Para quem procura conhecer melhor a fauna e flora da região existem outros pontos de interesse, como o Jardim dos Pássaros de Casela, com mais de 2500 aves de 140 espécies diferentes, o Domaine les Pailles, uma reserva natural a cerca de dez minutos da capital, e o Parque de Crocodilos La Vanille, situado em Sennevile, no Sul da ilha.

No sopé das montanhas Moka, Eureka, uma casa-museu colonial, datada de 1830, convida a viajar no tempo e a mergulhar num cenário único. Considerada como um dos mais bem conservados exemplares da arquitectura da época, na casa, além de se poder pernoitar num dos pavilhões que a integram, é também possível tomar uma refeição. Mantendo o carácter histórico da descoberta da ilha, porque não seguir a rota do café, do chá e do açúcar? Combinação perfeita entre beleza natural e riqueza histórica, nesta rota singular vale a pena visitar o Chamarel – Terre des Couleurs, localizado no interior da costa sudoeste, que é o único lugar da ilha onde se cultiva café. Uma paragem no Museu do Chá, em Bois Chéri, e outra no Museu do Açúcar, instalado numa antiga refinaria de Beau Plan, em Pamplemousses – que revela a importância histórica da produção da cana-de-açúcar, a qual, introduzida pelos holandeses no século XVII, ainda domina as paisagens e pesa na economia do país –, completam a visita.

Outra alternativa a considerar é percorrer as ilhotas situadas ao largo da costa e aproveitar para mergulhar e desvendar as cores e formas da barreira de coral. Com um par de barbatanas nos pés, mesmo quem nunca experimentou vai facilmente perceber que vale a pena aventurar-se nas águas cristalinas e espreitar o fundo do mar.

Cozinha do mundo

A Maurícia marca a diferença pela mistura de raças, de credos e de culturas. Católicos, hindus, muçulmanos e budistas convivem harmoniosamente nesta terra que descoberta por portugueses, esteve depois sob o domínio dos holandeses, os quais lhe deram o nome, e dos franceses, que a denominaram de Île de France, designação que manteve até 1810, altura da chegada dos ingleses. É quando a ilha recupera o nome de Maurícia, mantendo-se sob a alçada da coroa britânica até 1968, ano em que é proclamada a sua independência.

Desde o tempo dos holandeses que começaram a chegar imigrantes, primeiro vindos de Madagáscar e depois da Índia e do Extremo Oriente, pessoas que contribuíram ainda mais para a mistura que se veio a reflectir, por exemplo, na variedade gastronómica disponível. As influências indiana, crioula, francesa, muçulmana e chinesa resultam bem na hora de combinar ingredientes e temperos, dando origem a uma cozinha perfumada e rica em especiarias, que tem no caril o prato nacional e os peixes e mariscos no topo da lista de qualquer menu.

Os hotéis

Outra das razões que concorrem na escolha da Maurícia como destino para férias é a sua oferta hoteleira. Na verdade, as opções para estadas de sonho neste pedaço de céu perdido no Índico são variadas, sendo certo que quase todas têm uma qualidade acima da média, oferecendo um serviço digno de referência.

Verdadeiramente paradisíaco, o Maritim Hotel é um reduto de paz para quem quer descansar. Virado para a baía das Tartarugas, possui 221 quartos com vista de mar e duas suites presidenciais, normalmente as preferidas das estrelas. Nos restaurantes, os buffets são surpreendentes pela variedade. Já o Belle Mare Plage Golf Hotel & Resort conta com 235 aposentos, repartidos por suites e villas, estando estas mais afastadas do edifício central, onde funciona grande parte dos serviços do hotel.. A tudo isto junta um spa Shiseido.

Já na costa oeste, em plena península de Le Morne, a 7 km da praia, o Paradis Resort Hotel tira partido das mais espectaculares vistas. Cada um dos 280 quartos, assim como as 13 villas, foram projectados de forma a ter sempre o mar no horizonte. Há inúmeras actividades náuticas que os hóspedes podem praticar, como o windsurf, o snorkelling, a pesca e o mergulho. Mais trendy, o Le Touessrock aposta na decoração de forte inspiração colonial. Se a ideia é descansar o corpo e a mente, então, o spa Givenchy promete levar os hóspedes ao céu.

 

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