Caminhar entre Dinossauros

Caminhar entre Dinossauros

A oferta para conhecer os antigos senhores da Terra aumentou recentemente. Não apenas com a abertura do Dino Parque mas também com a reabertura do Museu da Lourinhã.

Texto e fotos por Diana Pedro Tavares

Com a abertura do Dino Parque e as mudanças feitas no Museu da Lourinhã, passar um dia na Capital dos Dinossauros é algo que qualquer entusiasta por estes gigantes deve fazer pelo menos uma vez na vida.

A oferta para conhecer os antigos senhores da Terra aumentou recentemente. Não apenas com a abertura do Dino Parque, onde os visitantes passeiam entre figuras detalhadas em tamanho real, mas também com a reabertura do Museu da Lourinhã, que nos apresenta uma nova exposição e dois núcleos renovados.

Fica no centro da vila e apresenta-se ao público com espécies que tinha na colecção, mas que não estavam expostas. «A Lourinhã é a capital dos Dinossauros porque aqui foram encontrados uma grande quantidade de vestígios. Não quer dizer que não existam noutras partes do país, mas não como cá», explica Bruno Pereira, técnico superior do Museu da Lourinhã.

Uma visita guiada começa com a exposição “Aqui nasceu o Atlântico”, que, como o nome indica, conta como o oceano que banha a costa portuguesa foi formado, desde a separação do último Super Continente. Esta história junta as áreas de Arqueologia, a Geologia, a Paleontologia, mas também a Antropologia, pois termina nos nossos dias.

O técnico superior do museu garante que os conteúdos apresentados não são só para conhecedores. «É uma exposição muito simples, voltada para todas as pessoas, dos mais pequenos aos mais velhos».

A outra grande novidade é a sala multiusos, para actividades e ateliers, onde os mais novos poderão fazer, por exemplo, dinossauros em chocolate ou desenhos, e que vai permitir espreitar para dentro do laboratório, ver o trabalho dos bastidores, onde os fósseis são tratados, retirados da rocha e estudados, e interagir com os profissionais.

Por razões de segurança, a entrada no laboratório não é permitida aos mais pequenos, mas o pátio tem uma caixa de areia onde podem meter mãos à obra, munidos de pincéis de vários tamanhos, e começar a procurar ossos, sob a supervisão de «Margarida», o pequeno Estegossauro que está exposto no pátio.

Museu e Parque vão contar a história juntos

A colecção de dinossauros do Museu da Lourinhã passou a integrar o núcleo do Dino Parque. Os dois locais trabalham em parceria para proporcionar uma experiência educativa completa, com o parque a focar-se nos próprios animais, e o museu no ambiente em que estes viviam.

Mas isto não quer dizer que o próprio museu deixe de ter ossos. Pelo contrário, os que ficaram não só estão expostos, como podem ser tocados. «Vamos ter um ninho de dinossauro verdadeiro, em que se vêem claramente os ovos, a réplica da maxila do Torvossauro, e pegadas», explica Bruno Pereira.

Os dinossauros «aqui da terra»

Há dois dinossauros naturais da Lourinhã, que por isso têm a vila no seu nome. O Lourinhasaurus alenqueris era um saurópode das planícies que podia pesar 17 toneladas. O Lourinhanosaurus, por seu lado, era um carnívoro terópode com cerca de 4,5 metros de comprimento. Ambos são do Jurássico Superior. Tanto o parque como o museu dão a oportunidade de conhecer mais sobre estes animais.

 

Relembrar outros tempos

Depois de explorar a evolução do Atlântico e os gigantes da Lourinhã, uma casinha pequena e o edifício do velho tribunal levam-nos para o núcleo da Etnografia. Aqui, aprende-se como viveram os cidadãos da Lourinhã em tempos já idos, quando os ambientes eram mais rurais e a electricidade podia ser um luxo.

«Queremos mostrar estas profissões, muitas delas que já desaparecidas, através dos objectos. Como o Petrolina, que ia de aldeia em aldeia, vender o petróleo para a iluminação das casas. Hoje em dia já ninguém faz isso, mas está aqui para recordar às crianças que algumas das comodidades que temos hoje, como ter luz durante a noite, nem sempre foi a norma» explica Bruno Pereira. Estes objectos foram, muitos deles, doados ao museu pelos próprios habitantes da vila.

Quer seja a caminhar com gigantes extintos ou a aprender como os nossos bisavós acendiam os candeeiros à noite, a Lourinhã promete uma divertida viagem em família até ao passado.

 

MUSEU DA LOURINHÃ

Morada: Rua João Luís de Moura, 95

2530 – 158 Lourinhã, Portugal

 

Contactos: Informações, marcações de visitas

Telefone: 261414 003

 Email: geral@museulourinha.org

reservas@museulourinha.org

 

Horários:

Setembro a Junho: Terça a Domingo – 10h00 às 13h00 – 14h30 às 18h30

Visitas guiadas: 11h00 e 15h00

Julho e Agosto: Todos os dias – 10h00 às 13h00 – 14h30 às 18h30

Visitas guiadas: 11h00 e 15h00

Preços (por pessoa)

Maiores de 12 anos: Livre – 4 euros, Guiada – 5 euros

Grupos, crianças dos 6 aos 11 anos, maiores de 65 anos: Livre – 2 euros, Guiada – 3 euros

Cartão jovem, cartão de estudante: Livre – 3 euros, Guiada –  4 euros

Visita ao Museu e ao Campo – 10 euros

Menores de 6 anos, Professores e Jornalistas: Livre – Grátis, Guiada – 1 euro.